Uma comunidade

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Países separados e Unidos

setembro 24, 2012

A língua portuguesa na 7ª classe


Depois de duas semanas, hoje arrancamos com a abordagem deste tema. Posteriomente, seguir-se-ão outros, conforme consta da nossa planificação.





A 7ª classe é a primeira de um conjunto de duas outras (8ª e 9ª) que perfazem o Iº ciclo do ensino secundário. Ela é a ponte entre o ensino primário e o primeiro ciclo do secundário. Sua posição estratégica na grelha da 2ªReforma Educativa de Angola confere-lhe, o estatuto de alfobre para as classes posteriores, por isso, deve ser bem estruturada em todos os seus aspectos didácticos, entre os quais a planificação. 
  
A planificação exige programas com objectivos claros, gerais e/ou específicos que sejam exequíveis.

Para a 7ª classe o ( Programa de Português Língua Segunda) PPLS define objectivos gerais e específicos, estes últimos enquadrados por temas. Lembramos que ambos, enquadram-se no objectivo macro do Iº Ciclo que visa essencialmente aprofundar o conhecimento da língua portuguesa de modos a dotar os alunos de proficiência comunicativa.

Porém, é na nesta classe, onde se dão os primeiros passos para o alcance deste objectivo, concretizado em pleno, apenas na 9ª classe.

Assim, o itinerário começa com os objectivos gerais, na ordem do conhecer a Língua Portuguesa adequando o seu       uso correcto às diferentes situações de comunicação[1].

Na sequência, prioriza-se a compreensão das características das tipologias textuais e a contextualização dos discursos, seguindo-se logo, a aprendizagem da composição escrita de textos: narrativos, descritivos, injuntivos, informativos e poéticos. Por fim, e ainda dentro dos objectivos gerais procura-se levar o aluno a:

Compreender enunciados orais e escritos através da informação captada.                          
Apreender criticamente o significado e a intencionalidade de mensagens veiculadas em discursos variados.       
Analisar e interpretar textos através da apropriação progressiva de instrumentos linguísticos e literários. Compreender uma sistematização de conhecimentos sobre o funcionamento da língua a partir de situações de ocasião. 
Aos objectivos gerais anexam-se os específicos, enquadrados nas tipologias textuais. Neste âmbito, o Programa definiu para cada tipo de texto, metas a serem alcançadas que passam essencialmente, pelo conhecimento e compreensão das estruturas do texto nas temáticas da oralidade; da leitura; da escrita; do vocabulário e da gramática. Verifiquemos à guisa de exemplo, esse processamento nas cinco tipologias textuais:
Texto narrativo (compreensão): Inferir a superstrutura deste tipo de texto.
     Esse objectivo demostra claramente que o aluno deverá saber identificar quando é que está em presença de um texto narrativo. Compreender a sua estrutura na medida do que aprendeu.
- Texto descritivo (oralidade): Distinguir e integrar a descrição nas várias situações de comunicação orais e escritas.
A oralidade, uma das chaves fundamentais na aprendizagem da língua segunda, também é prioridade nos objectivos específicos.
- Texto injuntivo (escrita): essa capacidade é prevista nos termos em que o aluno deverá aprofundar técnicas de escrita deste tipo de textos.

Essa ideia de continuidade e aprofundamento, reforça o fundamento de que a 7ª classe é um eixo fundamental para as próximas classes e escrever bem, é prioridade do Programa.

- Texto informativo (vocabulário): activo ou passivo, o vocabulário é fundamental na apreensão das mensagens veiculadas. Neste sentido, o Programa entende que o aluno deverá: desenvolver o conhecimento no domínio dos fenómenos sociais, culturais, da ciência, do desporto.
 
A separação de cada uma dessas áreas (sociais, culturais, da ciência e do desporto) pelo aluno requer, o domínio do vocabulário específico. Por isso, é um desafio que exigirá muito do professor e do aluno. Com efeito, mais adiante trataremos com mais detalhe e abrangência a questão do vocabulário.
-  Texto poético (gramática): A área da gramática é a mais invocada em todos os textos, quer explicita como implicitamente. Para o caso do texto poético, o Programa propõe-se levar o aluno a construir textos lúdicos e eventualmente poéticos a partir do levantamento de campos lexicais abrindo assim, portas para a aprendizagem e domínio continuados da gramática.
Apesar dessa condensação inicial, parece-nos ser um bom pressuposto para o aprofundamento das questões gramaticais. Entre muitas competências esse objectivo activará conhecimentos de escrita, semântica, pragmática e até de ordem metalinguística.
Do outro lado das questões disciplinares, temos no Programa as transdisciplinares, que embora pouco referidas, também ocorrem esporadicamente no processo de aprendizagem multifacetado do aluno. Entre as várias temáticas, as de índole económica, política, literária, cultural, histórica e geográfica, são as que mais saltam a vista, tudo tendente a contribuir para o desenvolvimento socioeconómico, político e cultural de Angola como prescrevem os objectivos da 2ª REA.  

Os conteúdos do Programa deverão ser leccionados em um ano, com uma carga horária de 4 aulas semanais, 16 por mês e 120 por ano. Cada aula tem o tempo regulamentado de 45 minutos, perfazendo 180 minutos por semana.

Contudo, mais do que planear objectivos, importará à sua materialização no terreno, sempre tomando em consideração que, deverão proporcionar actividades de aprendizagem que sejam: (a) activas - envolvimento dinâmico do aluno em termos de manipulação, experimentação, descoberta, etc.; (b) significativas - consideração das experiências escolares e para-escolares do aluno; (c) diversificadas - que possibilitem a utilização de recursos e materiais diversificados; (d) integradas - promoção da articulação e convergência de conceitos, conhecimentos, e competências de diferentes áreas e natureza e por fim (e) socializadoras - promoção das trocas culturais, a circulação partilhada de informação, criação de hábitos de interajuda, cooperação etc., como de resto advoga também Morgado (2001: 72).


[1] INIDE (2005) Programa de Língua Portuguesa do 1º Ciclo do Ensino Secundário. Luanda. pp.6-32.



Biografia

INIDE (2005) Programa de Língua Portuguesa do 1º Ciclo do Ensino Secundário. Luanda. pp.6-32

MORGADO, José (2001) A Relação Pedagógica. Diferenciação e Inclusão. 2ª edição. Lisboa. Editorial Presença.



setembro 17, 2012

A língua portuguesa na 7ª classe em Angola

O Programa em Análise



 
 

A dissertação deste tema obedecerá várias etapas. Não é possível colocá-la de uma vez.

Apresentamos de seguida a sequência com que a colocaremos para sua reflexão e contribuição:



I. A língua portuguesa no Iº ciclo do ensino secundário 
1. A língua portuguesa na 7ª classe
1.1.Objectivos específicos do ensino da língua portuguesa
1.1.1..Material didáctico (currículo, programa, manual)
II. Análise crítica das orientações metodológicas do Programa de português L2 na 7ª classe
2.1.A oralidade
2.2. A leitura
2.3.A escrita
2.4. O vocabulário
2.5. A gramática
III. Abordagem dos conteúdos transdisciplinares do Programa
3.1. A cultura e literatura
3.2. A história e geografia
3.3. A política e economia
 Conclusões e sugestões   
Bibliografia – Referências  
Anexos

setembro 04, 2012

Dificuldades da Língua Portuguesa

Não é novidade que não existem línguas fáceis. Entretanto, algumas línguas, apresentam um grau de complexidade mais elevado quando se trata de ensiná-la a quem an deseja como L2 ou LMN.

Brevemente, e dentro dos temas propostos, já  há algu m tempo, trataremos, deste e outros assuntos previamente agendados.

agosto 15, 2012

ANGOLA E O ENSINO DA L.P


As novas rotas



A língua em que nos movimentamos
Explicitação das Linhas de Ação

 O Clube de Ideias Vivas (C.I.V) abre a partir de hoje novas publicações sobre o ensino da Língua Portuguesa (L.P) em Angola em vários blocos temáticos.

Contamos com a tua sugestão no preenchimento dos espaços livres entre os Blocos devendo para isso, escrever na área dos comentários.

Assim, temos:

        Bloco A: O novo (des)Acordo Ortográfico e Questão Angolana
        Bloco B: A Formação de Professores de Língua Portuguesa em Angola
       Bloco C: A Língua Portuguesa e as Línguas Nacionais: Reflexos no Ensino
       Bloco D: Análise Crítica do Manual de L.P da 7ª Classe
       Bloco F: Análise Crítica do Programa de Didática da LP do Instituto Superior de Ciência da Educação
       Bloco E: Análise Crítica do Programa de L.P da 7ª Classe                   
               
A partir de agora


agosto 06, 2012

CLUBE DE IDEIAS VIVAS: Conceito de Educação

Muito importante a leitura, gera conhecimento: sem conhecimento o povo estará meio morto, basta um sopro!

Conceito de Educação


Educação, o que é afinal?

 A resposta a esta pergunta é transversal e multiforme, pois, enquanto conceito, a educação sofreu e ainda sofre alterações significativas.

Nenhuma sociedade se desenvolve sem um esforço programado de educação dos seus membros. Por isso, todos os estados têm estruturado um sistema de educação concebido como aquele que melhor responde aos desígnios de desenvolvimento das respectivas sociedades. 

A educação é tarefa do estado, pelo que, a este cabe elaborar as directivas e as políticas que melhor respondam aos interesses da sociedade.

Sem muitos rodeios, a definiremos de forma diferente, ou seja, através de citações de homens enciclopédicos:

 'A educação era capaz de produzir filósofos-reis’ - Platão     

‘A educação deve livrar o aluno da tirania do presente’ - Cícero


‘A função da educação era de ensinar os jovens como proteger a sua liberdade’ - 
 Jefferson

‘A educação serve para libertar os jovens dos constrangimentos não-naturais de uma ordem social malévola e arbitrária’ - Rosseau

‘A educação serve para ajudar o aluno a funcionar sem certeza, num mundo de mudanças 
constantes e ambiguidades que confundem.’ – Dewey


A educação é uma das maneiras de tornar comum o saber, a ideia, a crença... Tem a ver com a produção, transmissão e reprodução do conhecimento.



Bibliografia

 

Nérice, Emídio G, (1992) Didáctica Geral. 11ª edição, Dinâmica, Atlas.

Oliveira, Ana Bela Dinis Branco de, (Coordenação de). (2000). Dicionário de Metalinguagens da Didáctica, Lisboa

Sakukuma, Alexandre (2009) Análise Crítica do Livro, Língua Portuguesa, 7ª Classe, Manual do Aluno. ISCED- Lubango: Huíla /Angola